Este blogue foi criado como caderno de rascunho ou álbum fotográfico, ou ambos, dependendo da perspectiva com que cada um de vocês o vir. Um diário das expedições, bairro a bairro. Passo a passo. Não será uma versão definitiva do projecto com conteúdos finalizados mas sim um depósito, uma partilha, daquilo que o projecto for inspirando a escrever ou fotografar.
Serão, portanto, pequenas revelações desta Lisboa que nos propomos contar. Esperamos que gostem.
Terça-feira, 24 de Julho de 2007
apresentação
Dois olhares sobre a mesma cidade. Duas artes sobre o mesma tema. É assim que o Projecto Ainda Sem Nome se pretende dar a conhecer. Uma máquina fotográfica e um lápis de carvão. Diria que o mais interessante será perceber a forma como duas pessoas, na mesma hora, juntas, e no mesmo sítio percepcionam uma mesma coisa. Uma mesma história: seja ela dita em letras ou numa única imagem.
Nada do que poderá ser lido ou até visto, será uma reprodução exacta da realidade. A realidade será construída num imaginário onde histórias e estórias se interligam, misturam e deixam de ser uma só.
O desafio é simples, quando se explica, pelo menos: uma cidade chamada Lisboa. Doze bairros: Alfama, Madragoa, Mouraria, Bairro Alto, Graça, Bica, Ajuda, Castelo, Campo de Ourique, Madragoa, Alcântara, Alto do Pina.
Há que relatar o bairro, através de contos e de fotografias. Duas artes diferentes que após explanadas e reunidas tentarão ilustrar-se mutuamente, ainda que de perspectivas, provavelmente, diferentes. Será uma viagem no tempo, ao coração de Lisboa, ao bairro que se passeia na Liberdade nas marchas populares, que outrora fora motivo de orgulho e que nos dias de hoje é marginalizado, de dentro para fora, e de fora para dentro. É um ir para fora mesmo cá dentro. Quem cá nasceu há-de gostar das histórias sobre si mesmo. E quem cá não nasceu há-de gostar de saber-nos ainda tão portugueses. Que ser português será muito mais vezes motivo de orgulho. Pelo menos no que depender do próprio povo. Assim seja Lisboa. Que aquilo que para nós será um desafio para vocês seja um verdadeiro prazer pronto a folhear.
Nada do que poderá ser lido ou até visto, será uma reprodução exacta da realidade. A realidade será construída num imaginário onde histórias e estórias se interligam, misturam e deixam de ser uma só.
O desafio é simples, quando se explica, pelo menos: uma cidade chamada Lisboa. Doze bairros: Alfama, Madragoa, Mouraria, Bairro Alto, Graça, Bica, Ajuda, Castelo, Campo de Ourique, Madragoa, Alcântara, Alto do Pina.
Há que relatar o bairro, através de contos e de fotografias. Duas artes diferentes que após explanadas e reunidas tentarão ilustrar-se mutuamente, ainda que de perspectivas, provavelmente, diferentes. Será uma viagem no tempo, ao coração de Lisboa, ao bairro que se passeia na Liberdade nas marchas populares, que outrora fora motivo de orgulho e que nos dias de hoje é marginalizado, de dentro para fora, e de fora para dentro. É um ir para fora mesmo cá dentro. Quem cá nasceu há-de gostar das histórias sobre si mesmo. E quem cá não nasceu há-de gostar de saber-nos ainda tão portugueses. Que ser português será muito mais vezes motivo de orgulho. Pelo menos no que depender do próprio povo. Assim seja Lisboa. Que aquilo que para nós será um desafio para vocês seja um verdadeiro prazer pronto a folhear.
Segunda-feira, 23 de Julho de 2007
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